A líbero de 24 anos, acionada no saque contra o Peru, tem treinado para a função e é vista por Zé Roberto como uma peça tática versátil no Pré-Olímpico.

Uma movimentação tática inusitada chamou a atenção no Pré-Olímpico Feminino de vôlei, que está sendo disputado no Maracanãzinho, Rio de Janeiro. A líbero Marcelle, de 24 anos e 1,63m de altura, foi surpreendentemente utilizada em uma nova função pelo técnico José Roberto Guimarães, assumindo o papel de sacadora para a seleção brasileira.

Na vitória do Brasil por 3 sets a 0 sobre o Peru, na última quarta-feira (10), Marcelle entrou em quadra sem o tradicional uniforme de líbero, realizando três saques e mostrando o potencial dessa nova estratégia. A decisão de Zé Roberto indica um plano mais amplo, visando explorar as qualidades da atleta em diferentes momentos do jogo.

A mudança de posição de uma líbero, geralmente focada na recepção e defesa, para o saque, revela a busca por mais opções táticas e versatilidade na equipe brasileira. Essa abordagem pode se repetir, oferecendo ao time nacional uma arma extra e imprevisível na competição.

Marcelle no vôlei: aposta tática de Zé Roberto Guimarães

José Roberto Guimarães explicou que a utilização de Marcelle no saque não é por acaso, mas fruto de um trabalho planejado. “Durante a nossa preparação, a Marcelle treinou saque e está conosco também para isso, pode fazer essa função”, afirmou o treinador, destacando a preparação da jogadora.

Com Nyeme como líbero titular e sua grande consistência, Zé Roberto vislumbra a possibilidade de rodar o elenco, usando Marcelle em outras posições. “E aí podemos contar com a Marcelle na rotação com as demais jogadoras, já que ela tem um bom saque e um bom fundo. Consegue entrar para defender no lugar de uma central, por exemplo”, detalhou o técnico.

A versatilidade não é novidade para Marcelle, que nas categorias de base chegou a atuar como ponteira, antes de se firmar como líbero devido à sua estatura. Ao entrar sem o uniforme específico de líbero, a atleta ganha liberdade para realizar outras ações importantes em quadra, como atacar, bloquear e levantar à frente da linha de três metros.

Pré-Olímpico Feminino: seriedade nos testes da seleção

Apesar da aparente flexibilidade no uso do elenco, Zé Roberto Guimarães fez questão de ressaltar a seriedade com que encara o torneio. Ele negou a ideia de que a mudança de posição de Marcelle seja motivada por adversários mais “frágeis”, enfatizando que o objetivo é a vitória em cada partida.

“Eu não tenho na minha cabeça essa ideia de que é um campeonato menor. Você tem que pensar que já está em ação nos Jogos Olímpicos. Estou jogando para as Olimpíadas, não brinco. Para mim, a coisa é muito séria”, declarou Zé Roberto. Ele acrescentou que o tempo para testes será após o torneio, nos dois anos até Los Angeles.

A postura séria do Brasil tem rendido frutos, com a seleção mantendo 100% de aproveitamento após vitórias contra Venezuela e Peru, liderando a competição. Todas as 14 convocadas já tiveram a oportunidade de entrar em quadra, mostrando a força e profundidade do elenco.

Próximos desafios do Brasil no Sul-Americano de Vôlei

O torneio, que oficialmente é o Campeonato Sul-Americano, ganhou a alcunha de Pré-Olímpico devido à sua importância: a edição de 2026 concederá vaga direta para os Jogos de Los Angeles. O título ficará com a equipe que vencer o maior número de jogos ao fim de cinco rodadas.

Os próximos desafios da seleção brasileira incluem o confronto contra a Colômbia nesta quinta-feira (10), às 20h (de Brasília), com transmissão pelo sportv2 e cobertura em tempo real pelo ge. Na sequência, o Brasil enfrentará Chile no sábado (12) e a Argentina no domingo (13), encerrando a campanha.

O Brasil possui uma hegemonia continental impressionante, sendo o maior vencedor da história do Sul-Americano, com 23 títulos. A equipe conquistou todas as 15 edições disputadas desde 1995, consolidando sua força no cenário do vôlei feminino da América do Sul.

Perguntas Frequentes

Qual a nova função de Marcelle na seleção brasileira de vôlei?

A jogadora Marcelle, originalmente líbero, foi acionada para atuar como sacadora na seleção brasileira, em uma estratégia do técnico Zé Roberto Guimarães para ampliar as opções táticas da equipe.

Por que Zé Roberto mudou a posição de Marcelle?

José Roberto Guimarães explicou que a mudança visa explorar a versatilidade de Marcelle, que tem um bom saque e bom fundo de quadra, além de poder entrar para defender no lugar de uma central, oferecendo mais rotatividade e recursos ao time.

Qual a altura da jogadora Marcelle?

A líbero Marcelle possui 1,63m de altura, um fator que a fez mudar da posição de ponteira para líbero nas categorias de base, mas que agora não impede sua nova função como sacadora.

O que significa a Marcelle entrar sem o uniforme de líbero?

Ao entrar sem o uniforme de líbero, Marcelle não fica restrita às regras da posição e pode realizar outras ações em quadra, como atacar, bloquear e levantar, além de sacar, aumentando suas possibilidades táticas.

Qual a importância do Pré-Olímpico Feminino para o Brasil?

Embora seja o Sul-Americano, o torneio é crucial porque sua edição de 2026 dará uma vaga para os Jogos de Los Angeles. O técnico Zé Roberto Guimarães o encara com extrema seriedade, como uma etapa fundamental para as Olimpíadas.