A Federação Belga de Futebol (RBFA) explicou que a falta de respostas sobre a anulação de um cartão vermelho e a gestão de torneios motivou a decisão de não apoiar o atual presidente.

A Federação Belga de Futebol (RBFA) comunicou oficialmente que não vai apoiar Gianni Infantino em sua tentativa de reeleição à presidência da FIFA. A entidade divulgou a decisão nesta segunda-feira, justificando seu posicionamento com base em dois pontos principais que, segundo a RBFA, demonstram falta de transparência por parte da governança do futebol mundial.

Entre os motivos citados, destaca-se a polêmica envolvendo a anulação do cartão vermelho do atacante americano Folarin Balogun. O incidente, ocorrido durante uma partida da Copa do Mundo, teve a Bélgica diretamente envolvida e gerou questionamentos que, conforme a federação, ainda não foram satisfatoriamente respondidos pela FIFA.

A eleição para o próximo mandato de presidente da FIFA está programada para março de 2027. A posição da RBFA sinaliza uma demanda por maior clareza e responsabilização dentro da organização máxima do futebol.

Os motivos da Bélgica para não apoiar a reeleição de Infantino

A decisão da Real Associação Belga de Futebol (RBFA) de não apoiar a reeleição de Gianni Infantino é fundamentada em dois princípios cruciais, nos quais, segundo a federação, a FIFA falhou em demonstrar a transparência necessária. O primeiro ponto refere-se à controversa ideia da FIFA de criar uma empresa com capital privado para organizar seus torneios, incluindo a Copa do Mundo, e vender ações.

Embora a própria FIFA tenha posteriormente descartado essa iniciativa, a RBFA observa que diversas decisões e avaliações importantes nesse processo não foram adequadamente justificadas. Isso levantou sérias questões sobre a transparência e a governança do procedimento, com a federação belga mantendo contato próximo com a UEFA para buscar respostas claras sobre o tema.

O caso Balogun e a falta de justificativas da FIFA

O segundo e mais diretamente impactante motivo para o posicionamento da Bélgica é o caso envolvendo o atacante americano Folarin Balogun. Balogun havia sido expulso em uma partida da Copa do Mundo contra a Bósnia. No entanto, o Comitê Disciplinar da FIFA surpreendentemente retirou o cartão vermelho, liberando o jogador para enfrentar a Bélgica.

A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) declarou que, apesar de seus "pedidos explícitos por (1) uma justificativa clara das decisões tomadas e (2) detalhes sobre como tais situações serão tratadas no futuro", nenhuma resposta satisfatória foi recebida. A federação reiterou que a transparência total e explicações claras são elementos essenciais para a credibilidade do futebol internacional.

Demandas por clareza e melhorias nos processos

Pascale Van Damme, presidente da RBFA, expressou a frustração da federação em nota oficial. Ela afirmou que sua equipe se comunicou com a FIFA de maneira "calma e construtiva" tanto durante quanto após a Copa do Mundo para obter esclarecimentos sobre o caso Balogun. No entanto, mesmo dois meses após os acontecimentos, as perguntas da RBFA permanecem sem resposta.

A RBFA solicitou que o caso Balogun seja incluído na pauta da próxima reunião do Conselho da FIFA, agendada para o dia 15 de outubro. A entidade belga busca não apenas os esclarecimentos necessários, mas também deseja explorar "onde melhorias nos processos atuais são possíveis, para que casos semelhantes possam ser tratados de forma clara, consistente e eficiente no futuro